Carta aberta aos Estudantes da Universidade do Minho,

Nos últimos dias tem-se registado em Portugal um agravamento significativo de casos de infeção provocada pelo SARS-CoV‑2, com especial incidência na Região Norte, e têm-se verificado grandes surtos de COVID‑19 noutras Instituições de Ensino Superior, em contextos de contágio que não estão relacionados com as atividades letivas, mas com encontros e convívios que terão ocorrido nos últimos dias e semanas, fora dos espaços dessas Universidades. 
 
No momento que vivemos é essencial que todos cumpram as normas e recomendações de proteção contra a COVID-19, em particular fora do contexto letivo, onde o risco de contágio é superior se não forem adotadas as medidas de proteção nos contactos sociais.
 
Porque queremos manter a universidade aberta, 
porque queremos manter as atividades letivas em regime presencial, 
porque queremos garantir o conforto de todos, e 
porque queremos salvaguardar a saúde dos nossos estudantes, dos nossos professores, dos nossos investigadores, dos nossos trabalhadores e das famílias de cada um de nós, 

lembramos que este não pode ser tempo para promover encontros, convívios, jantares, ou outras atividades em grupo, colocando em risco a saúde de todos. No presente contexto pandémico a indução de alunos ou grupos de alunos a participarem nessas atividades, comporta um risco de saúde pública que pode originar surtos com consequências imprevisíveis e eventuais implicações jurídicas.
 
É fundamental que os estudantes universitários assumam um permanente compromisso com a prevenção da COVID-19, cumprindo escrupulosamente as recomendações das autoridades de saúde competentes e das normas em vigor – nomeadamente ao nível sanitário, de etiqueta respiratória e de higiene, de distanciamento social e de utilização, por todos, de equipamentos de proteção individual. A utilização permanente e correta de máscara, em conjunto com o distanciamento físico e a higienização frequente das mãos, reduz significativamente o risco de contágio ao contactar com uma pessoa infetada pelo SARS-CoV‑2.
 
É imperioso que todos respeitem os circuitos definidos de entrada, saída e circulação nos espaços e cumpram a obrigação legal de não participar em ajuntamentos.
 
É aconselhável a instalação da aplicação STAYAWAY COVID, que permite, de forma simples e segura, ser informado sobre exposições de risco à doença, através da monitorização de contactos recentes. A aplicação é de utilização voluntária e gratuita e, em momento algum, tem acesso à sua identidade ou dados pessoais.
 

Sejam responsáveis. Protejam-se a si próprios e aos outros.
 
 
Universidade do Minho, 12 de outubro de 2020

 
A Comissão de Elaboração e Gestão do Plano de Contingência Interno COVID-19,
Paulo J. S. Cruz, Presidente da Comissão e Pró-Reitor 
Alexandre M. C. Carvalho, Professor Convidado da Escola de Medicina 
Pedro R. L. Morgado, Professor Auxiliar da Escola de Medicina 
Teresa A. Ruão C. Pinto, Professora Associada do Instituto de Ciências Sociais 
Carlos A. S. Menezes, Administrador da Universidade do Minho 
António M. V. Paisana, Administrador dos Serviços de Ação Social
Mauro M. M. P. Fernandes, Técnico de informática do Serviços de Comunicações 
Rui J. M. Oliveira, Presidente da Associação Académica